[Resenhas] Trono de Vidro, de Sarah J. Maas


Celaena Sardothien é uma assassina. A melhor de todas. Só que, no último ano de sua vida, ela tem passado por maus bocados estando presa. Celaena foi traída, não sabe por quem, e tem sido escravizada nas minas de sal de Endovier. Normalmente, os prisioneiros não passam de um mês na prisão, sofrendo as torturas de seus carrascos. Mas Celaena é forte, e mesmo tendo as piores condições de sobrevivência, ela consegue se manter de pé. Um dia, recebe uma proposta do príncipe de Endovier: se Celaena aceitar competir como campeã do príncipe em uma competição com outros 22 criminosos e acabar por vencer, ela trabalhará como a campeã do Rei – sua assassina particular – por quatro anos, e depois terá sua tão sonhada liberdade. Com poucas chances de continuar viva na prisão de Endovier, a proposta se mostra irrecusável para Celaena.
Uma vez que Celaena aceita a proposta, ela passa a morar no Castelo de Pedra anexo ao Castelo de Vidro, onde a família Real mora. É seguida de perto por Chaol, o capitão da Guarda Real, que não deixa a assassina piscar sem que esteja sob seu olhar. Dorian, o Príncipe, também acompanha Celaena durante a viagem da prisão até o castelo. Só que Dorian é um pouco menos desconfiado que Chaol, portanto a relação dele e Celaena parece começar a ser construída mais rápido. Por isso e pelo fato dele não repetir a cada dez segundos que ela é uma assassina que não merece confiança, como Chaol faz. E é no castelo que a história começa a se desenvolver.
“Eu gosto de música [...] porque, quando a ouço eu… eu me perco dentro de mim mesma, se é que isso faz sentido. Eu me torno vazia e cheia ao mesmo tempo, e consigo sentir a terra inteira se agitar ao meu redor. Quando toco não sou… pelo menos uma vez, não estou destruindo, estou criando.”
A narrativa do livro é em terceira pessoa, e isso só fez a história ser ainda mais rica em detalhes, porque dava ao leitor todos os pontos de vista possíveis. Sem contar que, desse jeito, conhecemos melhor a personalidade dos personagens. E, olha, o livro é recheado de personalidades muito fortes e distintas. Além de tudo isso, a autora realmente soube como construir a história. As cenas são formadas de forma que não hajam buracos na narrativa, e de um jeito em que o texto acaba sendo extremamente rico em conteúdo. Outras questões aparecem durante as histórias, um pouco do passado se mistura com o presente formando circunstancias específicas, e tudo é extremamente bem elaborado pela autora. De verdade, estava sentindo falta de livros que eram mais do que só a história principal, que tivessem um bom plano de fundo e histórias complementares acontecendo ao mesmo tempo. E Trono de Vidro definitivamente foi muito bem planejado nesse quesito.
“Todos carregamos cicatrizes, Dorian. As minhas são apenas mais visíveis que as da maioria.”
Muitas, muitas relações são formadas durante as páginas desse livro. Laços de amizade, de admiração, de respeito e até mesmo de amor vão sendo construídos ao longo da narrativa, e acabamos sendo contagiados por esses elementos. Um mistério ronda a história principal, e a forma como Celaena encontra ajuda para desvendar esse mistério é incrivelmente bem formulada. Sério, esse livro é imperdível. Na minha opinião, a autora não deixou nem um ponto sem nó, respondeu a todas as perguntas que propôs e ainda por cima soube alimentar a história com outros personagens e nuances de uma maneira que a história acaba se tornando um vício.
Esse é o primeiro livro de uma série de SEIS! Fiquei chocada quando descobri isso, gente! Não sei como vou sobreviver enquanto espero essas continuações serem lançadas, juro. Espero, de verdade, que a autora não se perca durante esses livros, e que mantenha o mesmo nível de escrita que ela teve em Trono de Vidro. Por enquanto, o segundo livro, Crown of Midnight, já está disponível em inglês, além de sete contos – cinco que acontecem antes de Trono de Vidro, dois que acontecem entre Trono de Vidro e Crown of Midnight – estão também disponíveis em inglês.
Esses são os contos:
0.1 – The Assassin and the Pirate Lord;
0.2 – The Assassin and the Desert ;
0.3 – The Assassin and the Underworld ;
0.4 – The Assassin and the Empire;
0.5 – The Assassin and the Healer;
1.1 – The Assassin and the Princess ;
1.2 – The Assassin and the Captain;

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Base feita por Adália Sá | Editado por Luara Cardoso | Não retire os créditos